A segunda e última votação do projeto autorizativo para a implantação de escolas cívico-militar na rede municipal de ensino em Dourados ocorreu sob protesto de grupo de educadores, nesta segunda-feira (29), na Câmara de Dourados. Aprovado, segue para sanção do prefeito Alan Guedes, autor do projeto.
Com faixas e cartazes, representantes do Simted (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação) acompanharam a discussão e questionaram a proposta.
“Nós estamos aqui colocando, principalmente, a prática antidemocrática que a gestão municipal tem assumido nesses últimos anos. E, no que se refere à educação, práticas totalmente autoritárias”, questionou Thiago Coelho, presidente do Simted.
Ele questiona que o projeto foi apresentado pela Prefeitura de Dourados e aprovado pela Câmara Municipal sem discussão com a categoria. “É um projeto completamente ineficiente. Nós pegamos o texto do projeto, fizemos um estudo e uma avaliação e o projeto autoriza a celebração de convênio com o Governo do Estado, mas não estabelece previsão orçamentária e de onde virá o recurso”, avaliou.
De acordo com o professor Thiago, o projeto também não contém nenhuma discussão sobre os principais desafios da educação municipal, mas sim apresenta apenas justificativas com viés ideológico.
Com 12 votos favoráveis, o projeto de lei que autoriza a implementação do modelo de Escola Cívico-Militar na Reme deverá ser sancionado pelo prefeito Alan Guedes (PP). Cinco pedidos de adiamentos foram negados durante a votação de ontem.
Em recente entrevista ao Dourados Agora, o secretário municipal de educação, Carlos Vinicius Figueiredo, disse que o projeto autorizativo é apenas uma medida jurídica para que num futuro a prefeitura possa celebrar convênio com o estado, mas que, por ora, não há previsão de implementar o sistema na rede.