A previsão é que o Brasil receba mais de 10 milhões de doses da Astrazeneca/SKBio
09/02/2021 06h32 - Por ONU
A COVAX, iniciativa liderada pela ONU para acesso justo a vacinas contra o novo coronavírus, confirmou que trabalhadores prioritários e pessoas vulneráveis em 145 países receberão vacinas contra a COVID-19 no primeiro semestre deste ano.
O objetivo do anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros é ajudar os governos a preparar seus programas de distribuição de vacinas, fornecendo detalhes sobre qual vacina eles podem esperar receber, entre agora e o final de junho.
A previsão é que o Brasil receba mais de 10 milhões de doses da Astrazeneca/SKBio.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – que desempenha um papel fundamental nas campanhas de imunização em todo o mundo – saudou o desenvolvimento/projeto, descrevendo a COVAX como a maior operação de aquisição e fornecimento de vacinas já estruturada.
"Temos que fazer isso direito", disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore. "Nossos escritórios no países apoiarão os governos à medida que avancem com essa primeira onda para garantir que eles estejam prontos para receber as vacinas que requerem armazenamento de cadeia de frio", afirmou a dirigente.
"Isso inclui garantir que os profissionais de saúde sejam totalmente treinados em como armazenar e lidar com as vacinas. Muitas dessas doses irão para profissionais de saúde em áreas urbanas, que têm maior risco de exposição a infecções pela COVID-19", explicou.
Cerca de 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer-BioNTech, que requer armazenamento em cadeia ultra-fria, devem ser entregues a 18 países no primeiro trimestre do ano, de um total acordado de 40 milhões.
Mais 336 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford devem ser enviadas para quase todos os países que aderiram à aliança global COVAX, do Afeganistão ao Zimbábue – uma vez que tenha sido aprovada para uso pela agência de saúde da ONU.
O número total de doses cobrirá, em média, 3,3% da população dos países beneficiados pelo acordo.
Isso permitirá que os governos protejam seus cidadãos mais vulneráveis - como os trabalhadores de linha de frente da saúde, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS), juntamente com Aliança Mundial para Vacinação Gavi e a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI).
Projeto 'ultra-frio' - Antes do anúncio, a diretora executiva do UNICEF constatou que a agência já estava se preparando, tendo iniciado o armazenamento de meio bilhão de seringas, além de ter feito o trabalho com companhias aéreas, governos e outros parceiros para resolver possíveis contratempos de fornecimento.
"Esse trabalho já começou", informou disse Henrietta Fore. "Por exemplo, a Bósnia-Herzegovina é um dos países que receberá antecipadamente a vacina da Pfizer, que requer armazenamento em cadeia ultra-fria.
O UNICEF está fornecendo à Bósnia-Herzegovina oito frigoríficos, que poderão armazenar vacinas em temperaturas tão baixas quanto 80 graus Celsius negativos. As duas primeiras geladeiras chegaram recentemente.
O restante será entregue o mais rápido possível", explicou.
A diretora do UNICEF anunciou a assinatura de um acordo que garante 1,1 bilhão de doses de vacinas contra a COVID-19 para cerca de 100 países.
O acordo com o Instituto de Soro da Índia é relativo à vacina AstraZeneca/Oxford e a vacina Novavax, que ainda estão por receber o registro de uso emergencial pela OMS.
Países de baixa e média renda pagarão aproximadamente 3 dólares por dose, explicou Henrietta Fore.
"Esse é um ótimo valor para os doadores e uma forte demonstração de um dos princípios fundamentais do COVAX – que, ao juntar nossos recursos, podemos negociar em massa para conseguir fechar os melhores negócios possíveis", concluiu.