Estado registrou apenas sete casos confirmados da doença nos últimos 11 anos, segundo a Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) confirmou que investiga um caso suspeito de hantavirose em Campo Grande. A informação consta em nota técnica divulgada pela pasta com orientações sobre vigilância e prevenção da doença.
Segundo a SES, o paciente procurou atendimento inicialmente com suspeita de leptospirose. No entanto, devido à semelhança dos sintomas entre as doenças, o protocolo de investigação epidemiológica prevê a realização de exames complementares para outras enfermidades, incluindo a hantavirose.
O resultado definitivo do exame pode levar até 60 dias para ser concluído.
A hantavirose é considerada uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A doença pode provocar sintomas graves e exige monitoramento das autoridades de saúde.
Dados da SES mostram que Mato Grosso do Sul registrou 107 notificações suspeitas de hantavirose entre 2015 e 2026. Deste total, apenas sete casos foram confirmados, o equivalente a 7% das notificações investigadas.
Os registros confirmados ocorreram principalmente em Campo Grande e Corumbá. Conforme a série histórica divulgada pela Secretaria, houve um caso confirmado na Capital em 2015, outro em 2016, quatro confirmações em Corumbá no ano de 2017 e mais um caso em Campo Grande em 2019.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, destacou que Mato Grosso do Sul mantém uma estrutura permanente de monitoramento e resposta para doenças com potencial impacto à saúde pública.