Ministra do Planejamento afirmou que disputará eleição após conversa com Lula e decisão familiar
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), confirmou nesta quinta-feira (12) que disputará uma vaga no Senado representando o estado de São Paulo nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento realizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Em conversa com jornalistas, a ministra afirmou que a decisão de deixar o domicílio eleitoral de MS por SP também leva em conta o apoio recebido no estado durante as eleições presidenciais.
“São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República, sendo onde eu tive mais votos e onde eu tenho mais aceitação. As ideias que eu proponho, a forma como eu penso, ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou”, declarou.
Segundo Tebet, o assunto já havia sido discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de janeiro, durante encontro no Panamá. Na ocasião, o chefe do Executivo sugeriu que ela avaliasse a possibilidade de disputar o Senado pelo estado paulista.
A ministra contou que adiou a resposta porque precisava conversar com a família, especialmente com a mãe.
“Eu precisava das bênçãos da minha mãe. Eu precisava conversar com ela, que tinha a expectativa de que eu pudesse voltar para casa”, disse.
A decisão final foi tomada após uma conversa realizada na quarta-feira (11).
“Há muito que fazer pelo Brasil. O país tem pressa e acredito que os próximos oito anos serão decisivos para o desenvolvimento nacional”, afirmou.
Simone Tebet já havia sinalizado, no fim de janeiro, que deixaria o comando do Ministério do Planejamento até 30 de março, prazo que permite a candidatura dentro das regras da legislação eleitoral.
A expectativa no governo é que cerca de 20 ministros deixem seus cargos até abril para disputar as eleições deste ano. Conforme apuração de bastidores, a tendência é que os atuais secretários-executivos assumam temporariamente as pastas para garantir continuidade administrativa.
Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que pretendem disputar cargos como senador, deputado federal ou governador precisam deixar seus cargos até seis meses antes do pleito.