Nova faixa de isenção entra em vigor em 2026 e deve beneficiar mais de 236 mil contribuintes sul-mato-grossenses
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida, que entra em vigor a partir de janeiro de 2026, teve o apoio integral da bancada de Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP), Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos) votaram favoravelmente à proposta.
Pelas novas regras, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil ficarão totalmente isentos do imposto. Já quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá redução proporcional da alíquota, criando uma faixa de transição que suaviza o impacto da tributação. Acima desse limite, a cobrança continuará seguindo as faixas progressivas atuais.
O texto também institui uma alíquota adicional para rendas mais altas. Contribuintes com ganhos anuais acima de R$ 600 mil pagarão um valor extra, podendo chegar a 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão ao ano. Essa contribuição incidirá inclusive sobre lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil mensais.
A proposta manteve o conteúdo central aprovado pela Câmara dos Deputados, com ajustes apenas de redação, o que permite que o texto siga direto para sanção presidencial — garantindo que as mudanças passem a valer no início de 2026.
Em Mato Grosso do Sul, o impacto será expressivo: aproximadamente 236 mil contribuintes devem ser beneficiados. Desses, 162,9 mil têm renda mensal de até R$ 5 mil e ficarão isentos, enquanto outros 73,8 mil — com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil — terão descontos progressivos no imposto devido.
Economistas avaliam que a ampliação da isenção reduz o peso tributário sobre a classe média e estimula o consumo, o que pode aquecer setores como comércio, serviços e turismo no Estado. No entanto, especialistas alertam que, sem a correção anual da tabela, a inflação pode gradualmente corroer o benefício ao longo dos anos.