Vice-prefeita de Dourados classifica medida como humilhação e perseguição política e faz duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes
A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), se manifestou nesta quinta-feira (15) contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha”.
Em publicações nas redes sociais, Gianni classificou a medida como “absurda” e afirmou que se trata de uma perseguição política. Para ela, o sistema prisional estaria sendo utilizado como instrumento de constrangimento e intimidação de opositores.
“O que está acontecendo no Brasil é um absurdo. Alexandre de Moraes acaba de determinar a transferência do presidente Bolsonaro para a Papudinha, um presídio de segurança máxima para um idoso de 70 anos que enfrenta um estado de saúde extremamente delicado”, declarou a vice-prefeita, questionando as justificativas apresentadas para a decisão.
Na avaliação de Gianni, a medida representa uma forma de humilhação e cria precedentes jurídicos perigosos. Segundo ela, quando o Estado passa a usar o cárcere para constranger adversários, a lei deixa de proteger o cidadão e passa a ser usada como ferramenta de perseguição política.
A vice-prefeita também criticou o cenário político em Brasília, afirmando que parte dos agentes públicos sustentaria um sistema que, em sua visão, seria corrupto e voltado a interesses pessoais. Ela alegou ainda que a transferência de Bolsonaro teria o objetivo de desviar a atenção da opinião pública de outras denúncias de corrupção no país.
Em tom mais duro, Gianni chegou a afirmar que “querem matar o presidente Bolsonaro” e convocou apoiadores a continuarem “lutando pela liberdade do Brasil, pela liberdade do presidente Bolsonaro e pela justiça e o respeito ao Estado de Direito”, encerrando a manifestação com uma oração pedindo proteção divina ao ex-chefe do Executivo.
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (15) a transferência de Jair Bolsonaro, que estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão prevê que o ex-presidente cumpra pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em trama golpista.
No novo local, também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, embora Bolsonaro deva permanecer em cela separada.
A decisão judicial também garante uma série de medidas específicas, como assistência integral de médicos particulares, deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, realização de sessões de fisioterapia, entrega diária de alimentação especial, atendimento médico em regime de plantão, visitas semanais de familiares próximos e assistência religiosa periódica.