Deputada afirma que recursos já estão disponíveis, mas atraso na execução contribui para proliferação do mosquito nas aldeias
A deputada estadual Gleice Jane (PT) associou o aumento dos casos de dengue e chikungunya nas aldeias de Dourados à demora na implantação de obras de saneamento básico, mesmo com recursos já disponíveis ao governo do Estado.
Durante sessão na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (19), a parlamentar apresentou requerimento direcionado ao governador Eduardo Riedel, ao secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, e ao diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva.
No documento, Gleice solicita informações detalhadas sobre o início e a execução das obras de abastecimento de água, com foco na Reserva Indígena, diante do agravamento dos casos de chikungunya na região.
A deputada criticou a demora e afirmou que a implantação do sistema virou uma “lenda”. Segundo ela, o primeiro projeto enviado ao governo federal teria apresentado falhas, e, posteriormente, a resposta do Estado às demandas das comunidades indígenas se limitou à entrega de bombas de água.
Gleice destacou ainda que foram garantidos R$ 54 milhões por meio de emenda de bancada federal para viabilizar as obras. De acordo com a parlamentar, o valor já foi repassado e está disponível na conta do governo estadual desde este ano.
Apesar disso, ela afirma que os trabalhos ainda não começaram. “O recurso está na conta e até agora as obras não foram iniciadas. Existe uma lentidão muito grande, o que demonstra falta de responsabilidade com a vida das pessoas”, criticou.
A deputada também relacionou diretamente a ausência de abastecimento regular ao aumento dos focos do mosquito transmissor. Segundo ela, sem água encanada, moradores precisam armazenar água em recipientes abastecidos por caminhões-pipa, o que favorece a proliferação do Aedes aegypti.
“Essa água fica parada e acaba se tornando foco de dengue e chikungunya. É a mesma água que as pessoas utilizam no dia a dia”, afirmou.
No requerimento, Gleice Jane cobra explicações formais e o início imediato das obras, apontando que a demora tem impacto direto na crise sanitária enfrentada pelas comunidades indígenas de Dourados.