Pollon e Ovando retiram assinaturas de emenda que previa exigências e até 10 anos para aplicação das mudanças trabalhistas
Os deputados federais Marcos Pollon (PL) e Luiz Ovando (Progressistas) recuaram e retiraram as assinaturas de uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados que poderia retardar a tramitação da proposta de fim da escala 6x1 no país.
A emenda havia sido protocolada no último dia 14 de maio por parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estabelecia uma série de condicionantes para a implementação da nova jornada de trabalho. Entre os pontos defendidos estavam redução de impostos para empresas, medidas de compensação econômica e prazo de até dez anos para aplicação integral das mudanças.
Além de Pollon e Ovando, os deputados sul-mato-grossenses Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos) também haviam assinado o texto.
Nas redes sociais, Luiz Ovando confirmou a retirada da assinatura após participar de discussões internas do Progressistas sobre o tema. O parlamentar afirmou que mudanças trabalhistas precisam ser debatidas com cautela e planejamento devido ao impacto econômico e social.
O movimento ocorre em meio à mudança de estratégia de partidos da oposição sobre o debate da jornada de trabalho. Nesta terça-feira (26), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou que a legenda deve apoiar uma proposta alternativa considerada mais favorável aos trabalhadores: a adoção da escala 4x3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.
Em publicação nas redes sociais, Marcos Pollon afirmou que passou a defender mudanças na jornada atual e disse apoiar o modelo 4x3. Apesar disso, o deputado criticou a condução do debate e declarou que medidas dessa natureza podem gerar impactos negativos na economia.
Já Beto Pereira informou apenas que participou de reunião com o relator da proposta sobre o fim da escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos). Rodolfo Nogueira, por sua vez, não comentou diretamente a retirada da assinatura da emenda, mas compartilhou manifestações da liderança nacional do PL defendendo a escala 4x3.
O espaço segue aberto para posicionamento dos parlamentares citados sobre o tema.