Grupo liderado por pai e duas filhas é investigado por envio de cocaína a partir de Corumbá, tráfico de armas e lavagem de dinheiro; operação mobilizou helicóptero e 230 policiais
Durante a operação deflagrada ontem foram apreendidos fuzis, espingardar e vários revólveres - Divulgação/PF
Uma operação de grande porte da Polícia Federal colocou na mira uma organização criminosa suspeita de utilizar Mato Grosso do Sul como rota para envio de drogas a outros estados brasileiros. O alvo principal da ofensiva é uma família formada por um pai e duas filhas, apontados pelas investigações como responsáveis por coordenar um esquema interestadual de tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
Batizada de Operação Mens Occulta, a ação mobilizou ao menos 230 policiais federais, além do apoio aéreo com helicóptero, em diligências simultâneas realizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.
As investigações apontam que o grupo utilizava Corumbá como ponto estratégico para entrada e transporte de drogas, principalmente cocaína, que era enviada para Uberlândia (MG). A partir da cidade mineira, os carregamentos eram redistribuídos para Belo Horizonte, interior de Minas Gerais e municípios paulistas.
Segundo a PF, o esquema criminoso não atuava apenas com cocaína. O grupo também é investigado por envolvimento no tráfico de skunk e comércio ilegal de armas.
As apurações começaram em 2024, conduzidas por equipes da Polícia Federal em Uberlândia, e revelaram uma movimentação financeira considerada incompatível com a renda declarada dos investigados. Conforme os levantamentos, a família teria movimentado aproximadamente R$ 70 milhões em um período de cinco anos sem apresentar origem comprovada para os recursos.
Ao longo das investigações, a Polícia Federal acumulou resultados expressivos em apreensões ligadas ao grupo. Em 11 flagrantes relacionados à organização, foram retiradas de circulação cerca de 2,9 toneladas de cocaína.
A operação também concentra esforços no bloqueio patrimonial e no combate à lavagem de dinheiro, estratégia usada pela PF para enfraquecer a estrutura financeira das organizações criminosas.