Caminhões seguem apreendidos pela Receita Federal enquanto Instituto Nacional de Criminalística conclui novos laudos e inquérito avança
Os primeiros exames realizados pela Polícia Federal não identificaram cocaína em nenhuma das 52 amostras de madeira recolhidas de quatro caminhões retidos em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. As cargas foram apreendidas em 21 de junho diante da suspeita de que o entorpecente estivesse impregnado no material.
A conclusão consta em quatro laudos elaborados pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, um para cada veículo. As análises foram realizadas após coletas feitas entre 30 de junho e 3 de julho, no porto seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul, no Anel Viário de Corumbá.
Antes disso, em 23 de junho, já haviam sido retirados fragmentos das quatro cargas para uma avaliação preliminar. Tanto esses primeiros materiais quanto as amostras recolhidas posteriormente apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína, conforme os relatórios periciais obtidos pelo Correio do Estado.
Os veículos transportavam postes, palanques, machones e outras peças de aroeira, além de madeira conhecida como morado ou caviúna. Parte do material foi examinada no Laboratório de Química Forense da PF em Mato Grosso do Sul e no Instituto de Análises Laboratoriais Forenses da Coordenadoria-Geral de Perícias do Estado.
Apesar dos resultados negativos, os caminhões e as cargas permanecem retidos pela Receita Federal. Em nota, o órgão informou que ainda aguarda os laudos complementares do Instituto Nacional de Criminalística, para verificar se há alguma outra irregularidade antes de definir sobre a liberação.
A Polícia Federal também instaurou inquérito para dar continuidade às diligências. O Ministério Público Federal e a Receita Federal foram comunicados sobre o procedimento.