Investigação revelou esquema comandado por detentos e resultou na prisão de cinco pessoas; prejuízo ao crime supera R$ 423 mil
Uma operação da Polícia Militar desarticulou uma organização criminosa envolvida no transporte de drogas e mercadorias contrabandeadas entre Campo Grande e cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Batizada de Operação Corredor Escuro, a ação foi realizada na madrugada deste sábado (13) em Costa Rica, localizada na região norte de MS, e contou com apoio das equipes da Força Tática de Coxim e da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar.
A ofensiva resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas, na apreensão de mais de 43 quilos de maconha, cocaína, cigarros contrabandeados, veículos e aparelhos celulares utilizados pelo grupo criminoso.
As investigações começaram dias antes da operação, quando equipes de inteligência passaram a monitorar integrantes da quadrilha. O primeiro suspeito interceptado foi Renato, de 30 anos, que dirigia um GM Celta vermelho vindo de Campo Grande.
Durante a abordagem, realizada na entrada de Costa Rica, os policiais encontraram cerca de 50 tabletes de maconha, totalizando 43,083 quilos, além de 111,39 gramas de cocaína e 12 pacotes de cigarros paraguaios contrabandeados.
Segundo a polícia, Renato enfrentou problemas mecânicos durante a viagem e acionou Amanda Rayana, de 31 anos, para providenciar apoio. Ela teria recrutado o casal Luan, de 24 anos, e Vitória, de 23 anos, para atuar como “batedores”, alertando sobre possíveis barreiras policiais ao longo do percurso.
O casal utilizava uma VW Saveiro e foi flagrado circulando à frente do veículo carregado com a droga. Ambos acabaram presos ao chegarem a Costa Rica.
Na sequência, os policiais foram até a residência de Amanda, onde efetuaram sua prisão. No local foram apreendidos R$ 800 em dinheiro e uma caminhonete Ford Ranger apontada como veículo utilizado em viagens anteriores ligadas ao esquema criminoso.
As investigações apontaram que parte da estrutura da quadrilha era coordenada por detentos. Conforme o boletim de ocorrência, Pedro Henrique e Bruno Barbosa, ambos presos, utilizavam celulares para organizar a compra, o transporte e a distribuição dos produtos ilícitos.
A polícia apurou que Pedro seria o proprietário dos cigarros contrabandeados, enquanto Bruno financiava despesas de logística, como combustível e hospedagem, além de fornecer a cocaína apreendida.
Outro integrante identificado foi Gabriel Juliano, de 29 anos, apontado como proprietário de parte da maconha e responsável por recrutar Renato para o transporte da carga. Ele foi localizado e preso em sua residência.
Já em Campo Grande, Keven, de 29 anos, foi identificado como um dos responsáveis pelo suporte logístico da organização. Segundo a investigação, ele fornecia abrigo, veículos e apoio operacional aos integrantes do esquema. Apesar de não ter sido preso durante a operação, foi indiciado no procedimento policial.
Ao todo, foram apreendidos 43 quilos de maconha, 111 gramas de cocaína, 12 caixas de cigarros contrabandeados, três veículos e cinco celulares. Conforme estimativa da polícia, o prejuízo causado ao grupo criminoso ultrapassa R$ 423,5 mil.