Suspeito nega as acusações; Polícia Militar precisou romper cadeado para entrar no imóvel e caso será investigado pela Polícia Civil
Uma jovem de 24 anos, com deficiência intelectual, denunciou ter sido mantida em cárcere privado e vítima de estupro na noite deste sábado (27), em Dourados. O principal suspeito é um vizinho de 39 anos, que nega as acusações.
A ocorrência foi registrada no Bairro Santa Felicidade e mobilizou equipes da Polícia Militar após a mãe da vítima acionar o 190. Inicialmente, a denúncia era de invasão de domicílio.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou que o vizinho teria ido até a residência da família, segurado a filha pelo braço e a levado contra a vontade para a casa dele. Ela afirmou ainda que o homem trancou o portão com corrente e cadeado pelo lado de dentro e deixou o som em volume elevado, levantando a suspeita de que a jovem pudesse estar sendo vítima de violência sexual.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o imóvel fechado e ouviram música em alto volume. Diversas tentativas de contato com o morador foram feitas, mas não houve resposta.
Diante da situação, foi solicitado apoio da Força Tática para romper o cadeado e acessar a residência. Enquanto aguardavam o reforço, os militares conversaram com o irmão da jovem, que informou que ela faz uso de medicação controlada e mantém um relacionamento amoroso com o suspeito há cerca de um ano, frequentando a casa dele com regularidade.
Após a chegada da equipe de apoio, a corrente foi rompida. Em seguida, a vítima e o suspeito saíram espontaneamente do imóvel.
Em depoimento aos policiais, a jovem afirmou que foi levada contra a vontade para a residência e que, embora mantenha um relacionamento com o homem, foi impedida de deixar o local porque ele teria trancado o portão. Ela também relatou que foi submetida a uma relação sexual sem consentimento.
O suspeito apresentou uma versão diferente. Ele confirmou o relacionamento com a jovem, alegou que ela foi até sua casa por vontade própria e negou tanto o cárcere privado quanto a violência sexual. Segundo ele, a vítima poderia ter deixado o imóvel a qualquer momento.
Diante das versões conflitantes, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil.