Mulher levava maconha e haxixe para detento durante horário de visitas; ela já responde a processo por envolvimento com organização criminosa ligada ao tráfico
Uma mulher identificada como Camila foi presa em flagrante na manhã deste domingo (14) ao tentar ingressar na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) transportando drogas escondidas junto ao corpo. O material seria entregue ao marido, que cumpre pena na unidade prisional.
A ocorrência foi registrada por volta das 9h30, durante o período de visitação. Conforme informações dos policiais penais, a suspeita passou pelo procedimento padrão de fiscalização utilizando o equipamento de escaneamento corporal. Durante a análise das imagens, os servidores identificaram uma alteração na região do tórax que levantou suspeitas.
Ao ser questionada, Camila negou inicialmente estar portando qualquer objeto irregular. No entanto, uma nova verificação foi realizada e confirmou a presença de volumes ocultos. Diante da constatação, ela admitiu que carregava entorpecentes destinados ao companheiro.
Na revista pessoal, os agentes localizaram aproximadamente 20 gramas de maconha e 60 gramas de haxixe escondidos no sutiã. Também foram apreendidos um recipiente contendo gel lubrificante e papel de seda, material normalmente utilizado para a confecção de cigarros artesanais.
Após a apreensão, a mulher foi conduzida à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados, onde o caso foi registrado. Ela deverá responder por tráfico de drogas com agravante por ocorrer em estabelecimento prisional, além de desacato.
Histórico
Camila já figura como ré em uma ação penal proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A denúncia, apresentada em 2022, aponta que ela e o marido integrariam uma organização voltada à comercialização de entorpecentes na região de Vicentina e Fátima do Sul.
De acordo com as investigações, realizadas por meio de interceptações telefônicas e cumprimento de mandados judiciais, a mulher teria assumido funções estratégicas dentro do grupo após a prisão preventiva do companheiro, ocorrida em 2021.
O processo também sustenta que uma loja de roupas teria sido utilizada para movimentar recursos oriundos da atividade criminosa, com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro. Em razão das acusações, Camila respondia ao processo em regime de prisão domiciliar.