Advogado alega legítima defesa; conflito envolve rixa antiga entre famílias e já deixou outro homem baleado
Na manhã desta segunda-feira (8), Márcio Barbosa e a irmã Rosa Maria se apresentaram à Polícia Civil de Dourados. Os dois estão envolvidos na briga que terminou com o assassinato da liderança indígena Idalino Rossate Medina, de 40 anos, ocorrido na noite de sábado (6) em um bar na cidade.
Segundo o advogado da dupla, Rodrigo Elder, os acusados devem alegar legítima defesa. Ele afirma que Idalino teria agredido Rosa e, por isso, Márcio reagiu: “Houve uma injusta agressão por parte da vítima contra a acusada Rosa, e isso provocou reação do Márcio, que iniciou a briga e acabou desferindo os golpes de faca. Há uma rixa antiga entre as famílias. A vítima, supostamente, matou um irmão deles há alguns anos, e isso gerou o início do conflito”, disse o defensor ao Campo Grande News.
A versão apresentada pelos irmãos contraria o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, que aponta Júnior Veras, marido de Rosa, como o autor das facadas. Júnior está hospitalizado sob escolta policial após ter sido baleado horas depois, em uma possível represália.
De acordo com a polícia, Everton, irmão de Idalino, foi até a casa de Júnior ainda na noite de sábado e atirou contra ele, acertando-o no peito. Everton está foragido.
A confusão começou em um bar fora da área indígena, no perímetro urbano de Dourados. Idalino estava no local quando iniciou uma discussão com Rosa Maria, que estava acompanhada do marido, Júnior, e do irmão, Márcio.
O cacique foi socorrido e levado ao Hospital da Vida, mas morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos.
Todos os envolvidos moram na Reserva Indígena de Dourados, e a Polícia Civil investiga o caso para esclarecer quem desferiu os golpes fatais e se houve legítima defesa ou homicídio qualificado.