Alex Oliveira de Souza e Elton Martins são apontados como envolvidos na morte de Lucas Moura Rghin, de 29 anos; crime aconteceu na madrugada de domingo (31)
Se apresentaram na delegacia nesta quarta-feira (03), dois homens suspeitos de participação no assassinato de Lucas Moura Rghin, de 29 anos, ocorrido na madrugada de domingo (31), em uma conveniência localizada na Rua Olga de Lima Melgarejo, no Bairro Estrela Porã, em Dourados.
Foram detidos Alex Oliveira de Souza, de 36 anos, apontado como autor dos disparos, e Elton Martins, de 43 anos, suspeito de envolvimento direto no crime. Os dois compareceram à sede do SIG acompanhados de um advogado e optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
De acordo com o delegado Lucas Veppo, responsável pelo caso, o mandado de prisão preventiva foi expedido poucas horas após o crime, ainda na noite de domingo. A polícia trabalhava com a hipótese de que a dupla, por ter experiência em caça e acampamentos, pudesse ter fugido para áreas rurais próximas, como o distrito de Itahum ou a Nova Itamarati, na região de fronteira com o Paraguai.
Equipes realizaram buscas intensas, inclusive com apoio aéreo do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), mas os suspeitos não foram localizados. A pressão da ampla divulgação do caso fez com que ambos decidissem se apresentar.
Testemunhas relataram que a confusão começou supostamente após uma discussão dentro da conveniência. Alex teria deixado o local, ido até sua residência para buscar uma carabina calibre .22 e, ao retornar, aguardou o grupo envolvido do lado de fora, dentro de um carro. Quando a briga recomeçou, ele efetuou três disparos.
Segundo o delegado, os tiros supostamente foram premeditados. Alex, que é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), possuía registro da arma e experiência na caça de javalis, o que explicaria a precisão dos disparos captados pelas câmeras de segurança.
Além de Lucas, que morreu no local, outros dois jovens foram baleados e socorridos ao Hospital da Vida.
Tanto os suspeitos quanto as vítimas tinham passagens anteriores pela polícia, mas por crimes de menor gravidade. De acordo com o delegado, nada indicava que houvesse uma motivação suficiente para a violência extrema registrada na madrugada de domingo.