O pintor Magno Fernandes Monteiro, 42 anos, foi enterrado vivo após ser agredido com marteladas, segundo o depoimento do autor do crime João Pedro, 20 anos. O rapaz e um dos comparsas foram presos na tarde de quarta-feira (22), após a ossada da vítima ser encontrada embaixo de um pé de mandioca no terreno onde a vítima morava, em Sidrolândia.
Segundo a Policia Civil, os autores foram identificados após a namorada de João procurar a delegacia da cidade e denunciar estar sendo ameaçada por ele, há cerca de três meses. Na ocasião, ela relatou que o rapaz disse que faria com ela o mesmo que fez com Magno. No entanto, alegou que acreditava que ele estivesse falando apenas da boca para fora.
A denuncia acendeu um alerta na delegada responsável pelo caso que decidiu levar o rapaz para prestar depoimento. De acordo com ela, João negou o envolvimento no crime e de forma fria seguiu a vida normalmente, já que por não estar em situação de flagrante e nem estar com mandado de prisão em aberto, foi liberado.
De acordo com a delegada Cynthia Gomes, a investigação continuou e a todo momento, tanto a jovem quanto o rapaz negavam envolvimento no crime. No entanto, a polícia já tinha informações de que Magno havia sido enterrado no quintal da casa onde morava. Inclusive, a garota chegou a participar de algumas buscas, mas de forma fria fingia não saber de nada.
Na manhã de ontem, familiares do pintor ligaram para a delegada e informaram que um cadáver havia sido encontrado no terreno enquanto uma pessoa capinava o local e eles acreditavam se tratar do corpo de Magno. As equipes imediatamente foram para a residência, junto com a Perícia e confirmaram se tratar de uma ossada humana.
A jovem foi novamente levada para prestar depoimento e o autor foi preso no local de trabalho. A garota confessou que sabia do crime desde o dia em que aconteceu. Já João Pedro continuou negando até que decidiu confirmar ter matado Magno.
Conforme a delegada, ele relatou o homicídio com detalhes sórdidos e entregou outros dois participantes, um deles sendo Otávio que foi preso em casa. Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e do Corpo de Bombeiros também deram apoio nas buscas e prisões. Os objetos usados no crime não foram encontrados.