Investigado por envolvimento na onda de homicídios no município, "Caxilepe" foi levado sob forte esquema de segurança; polícia também apura arma apreendida na operação
Fábio, o "Caxilepe", durante transferência realizada pela Defron após prisão em Caarapó (Foto: divulgação)
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul transferiu neste sábado (11) Fábio da Silva, conhecido como "Caxilepe", apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) em Caarapó.
A transferência foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em apoio à Delegacia Regional de Polícia de Fátima do Sul, após a prisão do investigado durante uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil, Fábio é investigado por participação na sequência de homicídios registrada recentemente em Caarapó. As investigações, conduzidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Polícia do município, também apuram a possível relação entre os assassinatos e ameaças divulgadas por integrantes de organizações criminosas nas redes sociais.
Durante a operação que resultou na captura, os policiais apreenderam uma pistola, que será submetida à perícia para verificar se foi utilizada em crimes violentos registrados na região.
De acordo com a Defron, a transferência foi realizada sob reforço de segurança para garantir a integridade da operação e permitir o avanço das investigações.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que a prisão e a remoção do suspeito são resultado da atuação integrada entre as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado, com foco na elucidação de crimes violentos e na preservação da ordem pública.
A operação ocorre um dia após a morte do ex-presidiário Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos, conhecido como "Lescano", que morreu durante confronto com equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar em Caarapó. As forças de segurança intensificaram as ações no município diante da escalada de homicídios atribuída à disputa entre facções criminosas.