No Dia Internacional pela Redução do Risco de Desastres, celebrado no último dia 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo a uma maior solidariedade internacion
19/10/2021 14h02 - Por ONU
No Dia Internacional pela Redução do Risco de Desastres, celebrado em 13 de outubro, o secretário-geral fez um apelo por maior cooperação e apoio aos países em desenvolvimento para lidar com desastres.
Em sua mensagem, António Guterres destacou que durante um desastre, décadas de ganhos de desenvolvimento podem ser eliminadas em um instante.
No entanto, ferramentas de proteção poderiam reduzir os riscos. Um aviso prévio de 24h, por exemplo, poderia reduzir em 30% os danos de uma tempestade ou onda de calor.
No Dia Internacional pela Redução do Risco de Desastres, celebrado no último dia 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo a uma maior solidariedade internacional para os muitos países que não conseguem se proteger.
Segundo Guterres, muitas nações em desenvolvimento permanecem desprotegidas contra desastres, mesmo com a possibilidade de construir uma resiliência comunitária global que pode trazer muitos benefícios, como poupar vidas e meios de subsistência.
"Governança fraca, pobreza crescente, perda de biodiversidade, colapso de ecossistemas e urbanização rápida não planejada são fatores interconectados de risco de desastres", evidenciou o chefe da ONU em uma mensagem de vídeo no evento de celebração da data internacional.
Um aviso prévio de apenas 24 horas de uma tempestade ou onda de calor pode reduzir os danos em 30%, mas muitos países de baixa e média renda não têm sistemas de alerta precoce adequados.
"Quando ocorre um desastre, sistemas de saúde e infraestrutura fracos os deixam ainda mais vulneráveis. Décadas de ganhos de desenvolvimento podem ser eliminadas em um instante ", acrescentou Guterres.
Para enfrentar os desafios do século 21 e salvaguardar vidas, o chefe da ONU pediu ao mundo que reduzisse os riscos sistêmicos: "Deixados sem solução, eles agravam a intensidade e a frequência dos desastres e aumentam a necessidade de assistência humanitária".
Solidariedade global - Para o secretário-geral, construir resiliência às mudanças climáticas e reduzir o risco de desastres é vital para salvar vidas e meios de subsistência, erradicar a pobreza e a fome, e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Guterres também destacou a ameaça para os pequenos estados insulares em desenvolvimento, ressaltando que, para eles, essa é uma questão de sobrevivência em meio ao aquecimento dos oceanos, à elevação dos mares e ao aumento das tempestades.
Enfatizando a importância da cooperação internacional, o chefe da ONU disse que "trata-se de garantir o acesso justo e equitativo às vacinas para todos, em todos os lugares; aumentar drasticamente o financiamento e o apoio para a adaptação às mudanças climáticas e construção de resiliência; e entregar as metas estabelecidas no Marco de Sendai."
O Marco foi adotado em 2015, durante a Terceira Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Redução do Risco de Desastres em Sendai, no Japão, e traça sete metas claras e quatro prioridades de ação para prevenir novos riscos de desastre e reduzir os existentes.
Neste ano, o Dia Internacional pela Redução do Risco de Desastres se concentra na "Cooperação internacional para os países em desenvolvimento reduzirem os riscos e perdas por desastres", o sexto dos sete objetivos de Sendai.
Para a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Mami Mizutori, os Estados-membros da ONU estavam "absolutamente certos" em incluir a cooperação internacional para os países em desenvolvimento como uma das sete metas.
"Só juntos podemos fazer um verdadeiro progresso em direção a um planeta mais seguro e resiliente", insistiu.
Vacinas - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, também marcou a data, pedindo aos governos de todos os lugares que aprendessem as lições da crise da COVID-19 e respondessem melhor aos desastres futuros.
Em uma mensagem de vídeo, o chefe da OMS disse que "a pandemia demonstrou como as consequências das emergências e desastres de saúde vão muito além do setor de saúde e afetam todos os segmentos da sociedade".
"Muitas vezes, as comunidades mais afetadas pelos desastres são as menos equipadas para lidar com eles", alertou Tedros. "Os pobres, migrantes, povos indígenas e outras comunidades marginalizadas são desproporcionalmente impactados por crises de saúde";
Entre os efeitos, ele citou mais mortes e lesões, perda de meios de subsistência e danos à infraestrutura crítica, incluindo instalações de saúde.
Segundo Tedros, a melhor defesa contra emergências e desastres de todos os tipos é um sistema de saúde forte e resiliente, motivo pelo qual a OMS está trabalhando com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres e outros parceiros para reduzir os riscos nas comunidades.
"A pandemia COVID-19 causou muitas perdas, dores e pesar. Mas se aprendermos as lições que está nos ensinando, podemos juntos criar um futuro mais saudável, seguro e sustentável ", concluiu o chefe da OMS.