Os efeitos das mudanças climáticas na saúde humana já são sentidos
01/11/2021 06h00 - Por ONU
Às vésperas da COP26, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, advertiu que os países devem aproveitar as lições aprendidas durante a pandemia de COVID-19 para se preparar para o impacto das mudanças climáticas e prevenir futuras crises.
"A pandemia ofereceu um retrato de como estamos despreparados para um evento tão perturbador", afirmou.
Os efeitos das mudanças climáticas na saúde humana já são sentidos.
Altas temperaturas, eventos climáticos extremos e poluição levaram ao aumento das doenças cardiovasculares e respiratórias, bem como das doenças transmitidas por vetores, como zika e Chagas.
A temporada de dengue também aumentou devido ao clima mais quente e úmido.
Reconhecendo a importância do clima para a saúde, a OPAS lançou uma agenda para as Américas sobre Saúde, Meio Ambiente e Mudança Climática, para fornecer aos países um plano de ação para enfrentar os riscos impostos pela mudança climática à saúde das Américas.
Enquanto líderes se dirigem a Glasgow nesta semana para a cúpula do clima COP26, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Jarbas Barbosa, advertiu que os países devem aproveitar as lições aprendidas durante a pandemia de COVID-19 para se preparar para o impacto das mudanças climáticas e prevenir futuras crises.
Com 800 mil novas infecções por COVID-19 e 18 mil mortes relacionadas à doença notificadas nas Américas na semana passada, "a pandemia ofereceu um retrato de como estamos despreparados para um evento tão perturbador", afirmou Barbosa durante a coletiva de imprensa semanal da OPAS.
Muitos dos sistemas de saúde da região têm lutado com o impacto da COVID-19. Os países devem agora tomar medidas urgentes para se preparar para as implicações à saúde de uma crise climática potencialmente mais prolongada.
Altas temperaturas, eventos climáticos extremos e poluição levaram ao aumento das doenças cardiovasculares e respiratórias, bem como das doenças transmitidas por vetores, como zika e Chagas.
temporada de dengue também aumentou devido ao clima mais quente e úmido.
Um aumento na escala e frequência de incêndios florestais e secas na região também está ameaçando os meios de subsistência e levando ao aumento da insegurança alimentar.
"Os cientistas há muito nos alertam que, se não forem abordadas, as mudanças climáticas transformarão nosso meio ambiente, nossos sistemas alimentares e nossas condições de vida, todos com consequências potencialmente devastadoras para nossa saúde", disse Jarbas Barbosa
"Hoje temos a oportunidade de aproveitar as lições da pandemia de COVID-19 para prevenir crises futuras e fortalecer nossa capacidade de responder quando elas chegarem", acrescentou o subdiretor da OPAS, celebrando o foco na saúde na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática deste ano, conhecida como COP26.
Anteriormente à cúpula, a OPAS lançou uma agenda para as Américas sobre Saúde, Meio Ambiente e Mudança Climática, para fornecer aos países um plano de ação para enfrentar os riscos impostos pela mudança climática à saúde das Américas.
O plano descreve três linhas de ação, todas baseadas nas lições aprendidas com a resposta à pandemia na região:
Os setores de saúde, sociopolítico e econômico devem trabalhar juntos para construir planos de preparação integrados que abordem os impactos de emergências climáticas sobre a saúde.
Os países devem investir em seus sistemas de saúde para garantir que tenham pessoal, capacitação e recursos para enfrentar os riscos climáticos futuros.
O próprio setor da saúde deve ser parte da solução, abordando sua própria contribuição para as emissões de gases de efeito estufa.
Isso pode ser alcançado construindo instalações mais verdes e reduzindo as emissões nas instalações de produção, transporte e nos próprios centros de saúde.
Na última semana, as infecções e mortes por COVID-19 diminuíram em grande parte da América do Norte, Central e do Sul, com exceção do Paraguai, que viu um aumento nos casos, e Belize, que notificou um aumento acentuado nas mortes.
Tendências de queda também foram observadas em ilhas maiores do Caribe, incluindo Cuba, mas ilhas menores, incluindo Cristóvão e Névis, Barbados, Anguilla e São Vicente e Granadinas, notificaram aumentos em infecções e mortes.
Embora 44% das pessoas na América Latina e no Caribe estejam agora totalmente vacinadas, Barbosa destacou a persistência da inequidade, com as taxas de vacinação em alguns países ainda abaixo de 20%.
"Embora nossa região tenha feito um ótimo trabalho ao acelerar a cobertura de vacinação em apenas alguns meses, mais da metade das pessoas na América Latina e no Caribe permanecem desprotegidas", disse o subdiretor da OPAS, informando sobre a próxima entrega de três milhões de doses por meio do COVAX na semana passada.
Barbosa pediu aos países que continuem a implementar medidas de saúde pública para controlar os surtos.