Comandante da Seleção Brasileira recebe R$ 58,2 milhões por ano, enquanto Scaloni e De la Fuente, que disputam a decisão do Mundial, somam R$ 25,2 milhões anuais
A decisão da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha também evidencia um contraste fora das quatro linhas. A soma dos salários de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, técnicos das duas seleções finalistas, não chega à metade do que a CBF paga anualmente a Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira.
O treinador italiano recebe cerca de 10 milhões de euros por temporada, o equivalente a R$ 58,2 milhões. O valor é compatível com os vencimentos dos principais técnicos do futebol europeu e supera com folga os salários dos adversários que disputarão o título mundial neste domingo (19), às 16h (de Brasília), em Nova Jersey.
Mesmo após conduzir a Argentina ao título da Copa do Mundo de 2022, conquistar a Copa América e liderar uma campanha dominante nas Eliminatórias Sul-Americanas, Lionel Scaloni recebe aproximadamente 2,3 milhões de euros por ano, cerca de R$ 13,5 milhões. O montante representa menos de um quarto do salário de Ancelotti.
Do lado espanhol, Luis de la Fuente ganha cerca de 2 milhões de euros anuais, o equivalente a R$ 11,7 milhões. O treinador teve um reajuste significativo após conquistar a Eurocopa, já que anteriormente recebia aproximadamente um terço do valor atual.
A diferença salarial reflete os caminhos distintos percorridos pelos treinadores. Ancelotti chegou à Seleção Brasileira após construir um dos currículos mais vitoriosos da história do futebol, com títulos nas cinco principais ligas nacionais da Europa e cinco conquistas da Liga dos Campeões como treinador. Contratado para recolocar o Brasil no caminho dos títulos, o italiano foi alvo de um investimento recorde da CBF.
Já Scaloni e De la Fuente são considerados profissionais formados dentro das próprias federações de seus países. Ambos assumiram suas seleções após passagens pelas categorias de base e construíram suas carreiras internacionais já no comando das equipes nacionais, sem o mesmo histórico de grandes clubes que marcou a trajetória de Ancelotti.