Durante sessão da Câmara Municipal de Dourados, o vereador Inspetor Cabral (PSD) utilizou a tribuna para repudiar publicamente recentes episódios de desrespeito e tentativa de intimidação contra servidores públicos do município, com destaque para agentes da Guarda Municipal e profissionais da saúde.
Servidor de carreira da Guarda Municipal, Cabral relatou com firmeza um episódio ocorrido no bairro Jardim Caramuru, onde agentes recolheram um veículo em situação irregular, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro. Insatisfeito com a abordagem, um cidadão publicou um vídeo nas redes sociais vestindo um kimono de jiu-jitsu e desafiando um dos guardas para “resolver a situação no tatame”.
“Cumprir a lei não é crime. Intimidar servidor público, sim. O vídeo é uma afronta direta à autoridade legalmente constituída e ao Estado”, afirmou o vereador. “Quem veste o kimono de uma arte marcial deveria conhecer seus princípios: respeito, disciplina, humildade e autocontrole. O verdadeiro lutador não incita violência”, completou.
Cabral também se solidarizou com os colegas da Guarda Municipal expostos nas redes sociais e reafirmou o compromisso da Câmara com a valorização e proteção dos agentes públicos. “A esta Casa não cabe o silêncio diante de ataques ao trabalho sério dos nossos agentes. Eles não estão sozinhos”, declarou.
Outro episódio mencionado pelo parlamentar ocorreu na Unidade de Saúde da Seleta, onde a Guarda foi chamada para conter uma mulher exaltada que ameaçava servidores após não conseguir atendimento imediato para o marido, que sequer estava presente no local.
“Não se trata de má vontade, mas de cumprimento de protocolos que garantem organização e justiça no atendimento. Não é com gritos e ameaças que se resolvem problemas”, reforçou Cabral.
Para o vereador, os casos demonstram um preocupante avanço da intolerância e da violência contra servidores públicos. “Vivemos em um Estado de Direito. Temos leis, procedimentos e deveres. E é com base neles que seguimos firmes, defendendo quem protege e cuida da nossa população”, concluiu.