O advogado Tiago Botelho, também coordenador e professor do curso de Direito da UFGD, é destaque do interior de MS como único pré-candidato ao senado até o momento.
O advogado Tiago Botelho, também coordenador e professor do curso de Direito da UFGD, é destaque do interior de MS como único pré-candidato ao senado até o momento.
Tiago Botelho, nasceu em Ivinhema em 1983, cresceu em Naviraí e se formou em Dourados em Direito pela UFGD e História pela UEMS. É mestre em Direito Agroambiental pela UFMT, doutor em Direito Socioambiental pela PUCPR e pós-doutorado em democracia pela UFPI. Já atuou como assessor jurídico no MP-MS, analista judiciário no TJMS, exerceu a docência na UNIRONDON, UEMS, UFMS, Anhanguera e FINAN foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, subseção Dourados e, atualmente, está coordenador e professor do curso de Direito da Universidade Federal da Grande Dourados e é advogado.
Sua pré-candidatura é uma indicação do PT de Dourados e não era esperada pela classe política sul-mato-grossense. O partido defende um projeto de senado vindo do interior e de uma força jovem, uma vez que a pré-candidatura ao governo do PT virá de Campo Grande.
A pouca idade de Tiago Botelho, seu currículo sólido e a trajetória no interior vem chamando a atenção, pois até o momento, dos nomes apresentados, destaca-se como o mais jovem e único pré-candidato oficializado do interior de Mato Grosso do Sul.
Em suas redes sociais, o pré-candidato ao senado, vem recebendo apoio de forma espontânea. Disse ele que “é chegado o tempo de elegermos nossas lideranças. É inaceitável que sigamos elegendo apenas os políticos que nossos pais e mães construíram. A política não pode ser parasitária. A política é espaço de travessias, sonhos, concretizações e renovações”.
Questionado se ele sabe o desafio que enfrentará, afirmou que está preparado e apresentará um projeto ao senado que valorize o interior, a educação e as questões ambientais do estado. O Mato Grosso do Sul precisa de um representante jovem no senado que faça com que as pessoas se sintam representadas e que a capital e o interior se veja na cadeira de senador.
Frente a polarização que vive a política brasileira afirma que o papel do senador é construir diálogo com pessoas de esquerda, de direita, de centro e aquelas que sequer possuem lado. “O que não se pode é um político dialogar com apenas um setor da sociedade. Precisaremos conversar olhando nos olhos de todos as pessoas. Tem muita coisa para ser feita neste estado. É preciso que o senador defenda o Pantanal, Bonito o cerrado que está sendo queimado e devastado. Criar leis que valorizem a cultura e os artistas, de todo o estado e não apenas da Capital. Defender políticas para uma agricultura sustentável. Construir saídas para o conflito agrário. Defender a importância e urgência do reconhecimento e demarcação das terras indígenas e quilombolas. Lutar pela educação e os educadores por meio de leis que valorize esse papel tão nobre e tamanha importância. Precisamos discutir a violência doméstica e familiar. Ir ao encontro do pequeno empresário e mostrar que eles possuem um senador. É chegado o tempo do diálogo e de se exterminar os extremismos. Quando um senador se elege ele é senador de todos e todas e não apenas de um setor.