Pescador registrou a serpente durante processo de digestão e acredita que animal havia se alimentado de uma capivara
Uma sucuri de aproximadamente seis metros de comprimento foi flagrada às margens do Rio Dourados durante o fim de semana, chamando a atenção de pescadores e frequentadores da região. O registro foi feito pelo pescador Gustavo Silva, de 24 anos, e compartilhado nas redes sociais na segunda-feira (22).
Acostumado a frequentar o local, Gustavo contou que já avistou diversas serpentes na região, mas afirmou que o tamanho do animal e o volume da presa ingerida impressionaram até mesmo quem conhece a fauna local.
Segundo ele, amigos haviam comentado sobre a presença da sucuri nas proximidades de um flutuante instalado no rio. Curioso, decidiu ir até o ponto indicado para verificar a situação e registrar imagens do animal.
O pescador relatou que, devido ao reflexo do sol sobre o corpo molhado da serpente, o animal podia ser visto facilmente à distância, atraindo a atenção de diversas pessoas que passaram pelo local.
Pela comparação com seu próprio barco, que possui cerca de 5,5 metros de comprimento, Gustavo estima que a serpente media entre cinco e seis metros. O que mais chamou a atenção foi a grande protuberância na região central do corpo, indicando que o animal havia se alimentado recentemente.
A suspeita do pescador é de que a presa fosse uma capivara. Segundo ele, a parte central da serpente estava extremamente inchada, com espessura superior à de uma roda de caminhão, característica que não aparece com a mesma dimensão nas imagens gravadas.
Apesar do tamanho da serpente, Gustavo destacou que a presença de sucuris é relativamente comum ao longo do Rio Dourados e reforçou que os animais normalmente não oferecem perigo quando não são provocados.
Ele também observou que muitas pessoas defendem a preservação da espécie, já que se trata de um animal que vive em seu habitat natural e desempenha papel importante no equilíbrio ambiental da região.
De acordo com o pescador, a serpente permaneceu por vários dias no mesmo local, comportamento considerado normal após grandes refeições, já que as sucuris costumam permanecer imóveis enquanto realizam o processo de digestão. Depois desse período, o animal desapareceu novamente nas águas do rio.
As sucuris estão entre as maiores serpentes do mundo e são encontradas com frequência em áreas alagadas, rios e lagoas do Pantanal e de outras regiões de Mato Grosso do Sul. Elas não possuem veneno e capturam suas presas por constrição, utilizando a força muscular para imobilizar os animais antes da ingestão.