A Prefeitura de Dourados intensificou as ações de limpeza urbana como estratégia para conter o avanço da chikungunya e, nos últimos 30 dias, retirou cerca de 600 toneladas de resíduos e materiais inservíveis de pontos de descarte irregular espalhados pela cidade.
Na manhã desta quarta-feira (15), equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram uma ação em uma residência abandonada no Jardim Girassol, onde encontraram uma piscina em situação crítica, com potencial para se tornar criadouro do mosquito Aedes aegypti.
As operações fazem parte do planejamento do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, criado para coordenar o enfrentamento à epidemia no município, tanto na área urbana quanto na Reserva Indígena.
Além da retirada de lixo, as equipes atuam diretamente no combate aos focos do mosquito, especialmente em regiões com maior número de casos.
Durante as ações recentes:
As operações abrangeram bairros como Jardim Pantanal, Santa Hermínia, Canaã I e III, Vila Nova Esperança, Colibri e Altos do Indaiá.
Ao todo, foram geradas 202 notificações, com previsão de outras 498 autuações, além da aplicação de 49 multas por irregularidades.
Mensalmente, o município encaminha cerca de 7 mil toneladas de resíduos sólidos ao aterro sanitário por meio da coleta regular, que atende toda a área urbana e distritos. Na Reserva Indígena, o serviço também é contínuo, com recolhimento de aproximadamente 30 toneladas em 18 contêineres distribuídos nas aldeias.
A Prefeitura reforça que o descarte irregular de lixo é crime ambiental e pede a colaboração da população para utilizar os serviços adequados, evitando a formação de criadouros e contribuindo diretamente para o controle de doenças transmitidas pelo mosquito.