29/03/2021 07h49 - Por: Cristina Nunes
A dor durante o ato sexual é mais comum do que se imagina e deve ser tratada com atendimento especializado. Além de dificultar a relação sexual, a dor compromete a rotina da mulher porque impede qualquer tipo de penetração, inclusive na hora de fazer exames ginecológicos.
Em Dourados, a fisioterapeuta Simone Elais Nihues, que realiza atendimento em saúde da mulher, assoalho pélvico e sexualidade, afirma que o desconforto durante a relação sexual e dificuldade de orgasmo estão entre as principais queixas que recebe no consultório. Em entrevista, ela afirmou que as mulheres precisam de autoconhecimento para exercerem a sexualidade de forma prazerosa.
"A fisioterapia pélvica ajuda no autoconhecimento do corpo feminino. A mulher precisa conhecer sua vagina, sua vulva, seu assoalho pélvico, entender como acontece tanto a excitação quanto o orgasmo. Para diminuir a dor ela precisa estar relaxada, e excitada para chegar ao orgasmo. A excitação provoca o aumento da lubrificação que causa relaxamento no assoalho pélvico, evitando dor na penetração", explicou Simone.
"É importante falar sobre sexo, é algo natural, não deve ser um tabu. A mulher precisa entender o que acontece com seu corpo, durante a relação sexual, que não começa na penetração, mas sim nas preliminares. É importante destacar que existe todo um processo até chegar ao orgasmo, e não necessariamente as vezes o orgasmo possa acontecer na penetração".
A profissional explicou que muitas mulheres não tem o conhecimento do que é o assoalho pélvico e da sua função na sexualidade feminina. Esses músculos podem apresentar tensão e perda de força. Nestas condições estão diretamente ligadas às disfunções sexuais, por isso além da avaliação ginecológica, é fundamental que essas pacientes sejam avaliadas por um profissional de fisioterapia que atenda na área.
"Um dos princípios básicos da fisioterapia pélvica focada na melhora da vida sexual feminina é trabalhar o assoalho pélvico, a fim de fortalece-lo por meio de movimentos e exercícios", explicou a fisioterapeuta.
Além de trazer melhorias para a vida sexual, a profissional ressalta que a fisioterapia pélvica também ajuda na prevenção de doenças. "As principais disfunções que podem ser prevenidas é a incontinência urinária (perda de urina) e a incontinência fecal (perda de fezes). Simone acrescentou que a fisioterapia pélvica também é uma grande aliada de gestantes que desejam o parto normal, pois facilita o processo.