Superlotação da unidade levou a medidas emergenciais; secretário de Saúde reforça importância da vacinação e do atendimento precoce
Reunião na manhã desta sexta-feira (2) definiu medidas emergenciais para atender pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave no Hospital da Vida de Dourados – Foto: Assecom
Com o expressivo aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Dourados, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou, nesta sexta-feira (2), que o Hospital da Vida reservará 10 leitos de UTI exclusivamente para pacientes com doenças respiratórias, além de leitos clínicos para internação desses casos. A decisão foi tomada durante reunião convocada pelo secretário Márcio Figueiredo, com a participação da direção, médicos, enfermeiros e técnicos da unidade. O hospital tem um total de 20 leitos de UTI para atender toda a região que compreende uma população de cerca de 800 mil habitantes.
“Todos os leitos de UTI e internação estão lotados, e a tendência é que a pressão aumente com a chegada do frio. Precisamos adotar medidas imediatas para garantir assistência aos casos mais graves”, afirmou o secretário. Como não há possibilidade de abrir novas UTIs no momento, a estratégia será reservar os leitos que forem desocupados para atender exclusivamente pacientes com quadros avançados de SRAG.
A população, segundo Márcio, precisa estar atenta às medidas de prevenção, especialmente a vacinação dos grupos prioritários, como crianças menores de seis anos e idosos com mais de 60 anos, considerados os mais vulneráveis às complicações respiratórias.
“Estamos mobilizando todos os recursos para oferecer atendimento digno aos doentes, mas é fundamental que a comunidade faça sua parte. Não temos como internar todos os pacientes, então a prevenção é essencial”, alertou o secretário.
A SRAG é caracterizada por infecções respiratórias graves que comprometem os pulmões, dificultando a respiração e, frequentemente, evoluindo para pneumonia. Sintomas como dificuldade para respirar, sensação de peso no peito, lábios arroxeados, febre, tosse e baixa saturação indicam necessidade de atendimento médico urgente.
Para facilitar o acesso ao serviço de saúde neste fim de semana, a UBS da Seleta estará com horário estendido até às 22h, enquanto a UPA segue funcionando 24 horas. “Não espere o quadro se agravar para buscar ajuda médica. Ao sinal dos primeiros sintomas, procure atendimento e inicie o tratamento o quanto antes”, reforçou Márcio.
O aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem causado preocupações em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, a situação crítica levou o Ministério Público Estadual a recomendar a transferência de pacientes para hospitais de outros estados, devido à superlotação das unidades de saúde e à escassez de leitos de UTI pediátrica. A recomendação visa garantir atendimento adequado diante da alta demanda por internações causadas por doenças respiratórias graves.
Já em Corumbá, a prefeitura suspendeu temporariamente as aulas da Rede Municipal de Ensino entre os dias 29 de abril e 4 de maio, como medida preventiva para conter a disseminação da SRAG. Além disso, foi recomendado o uso de máscaras, higienização frequente das mãos e o isolamento de casos sintomáticos. Eventos que possam gerar aglomerações também foram suspensos durante esse período.
As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a gripe e outras doenças respiratórias, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. A população é orientada a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, tosse persistente e dificuldade para respirar.
A SRAG pode ser causada por vírus como a influenza (gripe) e a covid-19, ou ainda por infecções bacterianas e fúngicas. O principal meio de prevenção continua sendo a vacinação, além de hábitos como:
-Uso de máscara em unidades de saúde;
-Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
-Higienizar frequentemente as mãos;
-Evitar contato com pessoas gripadas;
-Manter ambientes ventilados e limpos;
-Isolar-se ao apresentar sintomas gripais.
A Secretaria de Saúde reforça que, diante do avanço das infecções respiratórias, o cuidado coletivo é decisivo para reduzir o impacto na rede pública e preservar vidas.