Equipamentos estão amontados e profissionais sem prestar atendimento, enquanto a fila pelo serviço cresce na cidade
05/07/2021 17h03 - Por: Flávio Verão
Uma ala que deveria atender pacientes que necessitam de serviços de fisioterapia está totalmente fechada no Pronto Atendimento Médico de Dourados (PAM). Cadeiras e macas amontoadas e equipamentos encaixotados retratam o setor onde poderia estar atendendo os cerca de 300 pacientes que aguardam na fila pelo serviço.
Outro espaço que deveria receber pacientes é o Centro Especializado em Reabilitação (CER). O prédio está pronto desde 2018 e como não foi ativado até hoje transformou-se em "elefante branco". A obra consumiu R$ 2,5 milhões e a justiça já determinou a prefeitura a implementação dos serviços de reabilitação.
Como estava em desuso, o Ministério Público Estadual (MPE) autorizou a prefeitura utilizar o local, por prazo máximo de 10 meses, para abrigar serviços de atendimento a pacientes com Covid-19.
Conforme apurou a reportagem, profissionais concursados do setor da fisioterapia vão ao PAM diariamente, cumprem expediente, mas sem atender pacientes. Ao todo, segundo dados do Sistema Nacional de Regulação, 2,4 mil procedimentos (sessões de fisioterapia) estão pendentes em Dourados.
Quando o Juiz José Domingues Filho, da 6ª Vara Cível, determinou ao município ativação do CER, no ano passado, estabeleceu a utilização de funcionários públicos concursados para a composição da equipe técnica multiprofissional mínima, a ser composta por médico, enfermeiro, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, para a prestação de assistência especializada em reabilitação.
Enquanto a fisioterapia do PAM não é reativada e o CER não é colocado para funcionar, pacientes são encaminhados, quando há vaga, para empresa particular conveniada com a administração municipal.
A assessoria da prefeitura foi procurada, mas não se manifestou sobre quando os serviços de fisioterapia serão oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).




