olícia Civil aponta que criança foi encontrada entre o sofá e a parede da sala; perícia investiga a origem das chamas
A Polícia Civil concluiu, de forma preliminar, que o menino de 7 anos que morreu durante um incêndio em uma residência de Terenos, na noite de domingo (28), foi vítima de intoxicação provocada pela fumaça. A criança foi encontrada entre o sofá e a parede da sala, local onde teria buscado abrigo na tentativa de escapar das chamas.
Segundo o delegado Mateus Crovador, responsável pela investigação, tudo indica que a morte ocorreu antes que o fogo atingisse a vítima, caracterizando uma fatalidade.
O incêndio aconteceu na casa da avó materna do menino, onde familiares participavam de um churrasco. Conforme a investigação, a mãe da criança havia viajado para trabalhar em Sidrolândia e deixou o filho sob os cuidados da avó. A guarda do menino era exercida pelo pai durante a semana e pela mãe nos fins de semana.
No momento em que o fogo começou, estavam no imóvel o menino de 7 anos, outra criança de 4 anos e um idoso que se recuperava de um acidente vascular cerebral (AVC).
As chamas foram percebidas apenas quando uma terceira criança tentou entrar na residência e alertou os adultos. O idoso e a outra criança conseguiram sair do imóvel. Familiares ainda tentaram retornar para resgatar o menino, mas a intensa fumaça impediu o acesso.
Durante a tentativa de salvamento, a abertura da porta provocou uma explosão, dificultando ainda mais a entrada na residência. Somente depois a vítima foi localizada entre o sofá e a parede da sala.
Informações preliminares indicam que o menino era diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), fator que também integra a investigação.
A perícia de engenharia foi acionada para identificar o que provocou o incêndio. O laudo técnico deverá apontar a origem das chamas e contribuir para a conclusão do inquérito policial.