Liliane Duarte estava internada em estado gravíssimo em Dourados desde terça-feira; autor do crime é subtenente do Corpo de Bombeiros
Morreu nesta sexta-feira (6) a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, vítima de feminicídio após ser brutalmente atacada pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Anderson Duarte, de 45 anos. O caso se tornou o quinto feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.
A confirmação da morte foi feita pela Polícia Civil no fim da manhã. O corpo da vítima passa por procedimento de captação de órgãos para doação.
Liliane estava internada em estado gravíssimo em um hospital de Dourados desde a última terça-feira (3), quando foi agredida dentro da própria casa, em Ponta Porã.
Segundo informações da investigação, antes de ser atacada, a enfermeira conseguiu pedir para que os três filhos — de 17, 13 e 11 anos — corressem para fora da residência em busca de ajuda. Testemunhas atenderam ao pedido e entraram na casa, encontrando o militar ainda agredindo a esposa com um martelo.
De acordo com relatos, havia muito sangue no local. A polícia também informou que os filhos do casal são diagnosticados com autismo e dois deles chegaram a ser atingidos pelo pai durante o ataque, sofrendo ferimentos na cabeça.
Após o crime, o subtenente Anderson Duarte foi encaminhado para um presídio militar em Campo Grande. Ele havia sido hospitalizado por conta de ferimentos sofridos durante a fuga, recebeu alta, retornou para atendimento médico e posteriormente foi transferido para a unidade prisional.
Até o momento, ele ainda não passou por audiência de custódia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do militar.
Com a morte de Liliane, Mato Grosso do Sul chega ao quinto caso de feminicídio registrado em 2026. As vítimas são:
Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul lamentou o ocorrido e manifestou repúdio à violência contra mulheres. A corporação informou que está colaborando com as investigações e que o militar responderá criminalmente e também em procedimento administrativo interno.
Segundo a instituição, todas as medidas administrativas previstas na legislação já foram adotadas para apurar os fatos e garantir a responsabilização do servidor envolvido.