Indígenas ocupam propriedade na região da Aldeia Limão Verde; operação envolve Choque e DOF e gera acusações de violência de ambos os lados
Um conflito registrado na Fazenda Limoeiro, localizada na região da Aldeia Limão Verde, em Amambai, mobilizou forças de segurança na madrugada deste domingo (26) e terminou com a prisão de cinco indígenas. A ocorrência teve início ainda na noite de sábado (25), quando um grupo estimado em cerca de 20 pessoas ocupou a propriedade rural.
Conforme apurado, durante a ação houve danos à sede da fazenda, móveis e possíveis tentativas de destruição de veículos e maquinários agrícolas. A família que residia no local deixou a área às pressas durante a madrugada, alegando medo de agressões.
Diante da situação, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) foram acionadas para conter o avanço da ocupação. O policiamento segue na região para evitar novos confrontos e garantir a preservação da área para perícia.
Apesar da intervenção, não há confirmação oficial sobre feridos. No entanto, lideranças ligadas à causa indígena afirmam que houve episódios de violência durante a desocupação.
Em posicionamento público, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmou que os indígenas teriam sido alvo de ataque por homens armados antes mesmo da chegada das forças policiais. A entidade também relata que, durante a retirada, o grupo foi pressionado a retornar à aldeia e que houve uso de disparos e bombas no local.
Os cinco detidos foram identificados como Josilaine Gonçalves, Valdenir Gonçalves, Aracilda Nunes, Daiane Orti e Grezi Vilhalva. Eles permanecem sob custódia na delegacia de Amambai.
O Ministério dos Povos Indígenas informou, por meio de nota, que acompanha o caso através do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (Demed). Segundo a pasta, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e da Força Nacional de Segurança Pública foram enviados à região para apurar os fatos e atuar na mediação.
O ministério declarou ainda que aguarda informações mais detalhadas para avaliar possíveis violações de direitos e definir eventuais providências junto aos órgãos competentes.
O caso segue em investigação e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.