A 20ª edição da Cavalgada de Santa Rita do Pardo consolidou mais uma vez o evento como um dos maiores símbolos da cultura rural de Mato Grosso do Sul. Durante os dois dias de programação, cerca de 7 mil pessoas passaram pelo município, número equivalente à população local, enquanto mais de 500 animais participaram do tradicional desfile, reunindo comitivas de diversas regiões do Estado.
Muito além de uma celebração ligada à pecuária, a cavalgada reafirmou seu papel na preservação das tradições sul-mato-grossenses, promovendo o encontro de famílias, produtores rurais e amantes da cultura do campo. Participaram comitivas de municípios como Três Lagoas, Brasilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Andradina, Angélica e Alcinópolis.
Entre os participantes esteve o empresário e pré-candidato a deputado federal Carlos Bernardo, que destacou a importância do evento para manter vivas as raízes culturais do Estado.
"Isso aqui é a verdadeira festa da família sul-mato-grossense. As pessoas se encontram, compartilham refeições, conversam, contam histórias e mantêm vivas as tradições do nosso Estado. É uma cultura que precisa ser preservada", afirmou.
Carlos Bernardo também elogiou a organização da cavalgada e ressaltou a união entre o poder público, o Sindicato Rural, os clubes de laço, os produtores e a comunidade para a realização da festa.
"É gratificante ver a união entre a política, o homem do campo, os pecuaristas, os patrões das cavalgadas, os clubes de laço e toda a comunidade. Essa integração fortalece nossa identidade cultural e mostra a importância de investir em eventos que valorizam nossas origens", destacou.
O prefeito de Santa Rita do Pardo, Lúcio Costa, ressaltou que a cavalgada já faz parte da história do município e representa um importante momento de integração regional, atraindo visitantes de diferentes cidades e fortalecendo o turismo e a economia local.
A tradição também é mantida pelas famílias que participam das comitivas há décadas. A produtora rural Solange Amaro contou que acompanha as cavalgadas desde a infância e vê no evento uma oportunidade de reencontrar amigos e preservar a cultura do campo.
"Sou filha de sertanejo e cresci nesse ambiente. A gente vem para reencontrar amigos, reunir a família e celebrar uma cultura que amamos. Não existe lucro. Cada um ajuda um pouco para que a tradição continue existindo", afirmou.
O mesmo sentimento é compartilhado por Alex Rigazzo, integrante da Comitiva dos Amigos do Arapuá, de Três Lagoas. O grupo participou da cavalgada com cerca de 40 cavaleiros e aproximadamente 60 pessoas entre familiares e equipe de apoio. Segundo ele, envolver os filhos na tradição é uma forma de garantir que os costumes sejam preservados pelas futuras gerações.
Ao longo da programação, as comitivas transformaram o parque de eventos em um ambiente de confraternização, com churrasco, arroz carreteiro, carne de sol, música e rodas de conversa, reforçando os laços de amizade e o espírito comunitário que caracterizam a vida no campo.
Após duas décadas de realização, a Cavalgada de Santa Rita do Pardo permanece como um dos principais eventos da cultura rural sul-mato-grossense, reunindo milhares de pessoas e reafirmando valores como família, tradição, respeito e pertencimento, marcas que ajudam a preservar a identidade histórica do povo de Mato Grosso do Sul.