Informação ainda não foi confirmada oficialmente; quadro evoluiu rapidamente e levou a uma infecção generalizada
A ex-vereadora de Campo Grande e ex-deputada estadual de Mato Grosso do Sul, Grazielle Machado, de 45 anos, pode ter morrido em decorrência de uma infecção por salmonela que evoluiu para um quadro grave de sepse, atingindo a corrente sanguínea e o coração. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela equipe médica responsável pelo atendimento.
Segundo relatos de pessoas próximas, Grazielle passou mal na noite de segunda-feira (22), quando se preparava para assistir a uma partida da Copa do Mundo. Amigos afirmam que ela apresentou inchaço no rosto e dificuldade para respirar. Após utilizar medicamentos, sem apresentar melhora, foi encaminhada ao hospital.
A ex-deputada foi internada no Hospital da Cassems, em Campo Grande, na terça-feira (23). Conforme informações obtidas por familiares e amigos, o quadro clínico se agravou rapidamente, exigindo intubação. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não respondeu ao tratamento e morreu cerca de 24 horas após a internação.
Até o momento, não há confirmação sobre a causa da morte. Também não foi esclarecido se houve realmente contaminação por salmonela ou se o agravamento do quadro pode estar relacionado a outro fator, incluindo eventual automedicação.
A salmonela é uma bactéria geralmente transmitida por alimentos ou água contaminados. Na maioria dos casos, provoca sintomas como diarreia, febre e dores abdominais. Entretanto, em situações mais graves, a infecção pode ultrapassar o sistema digestivo e alcançar a corrente sanguínea.
Quando isso ocorre, a bactéria pode desencadear uma resposta inflamatória intensa em todo o organismo, provocando sepse. A condição é considerada uma emergência médica e pode levar à falência de órgãos vitais e à morte.
Filha do deputado estadual Londres Machado e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado, Grazielle teve trajetória marcante na política sul-mato-grossense.
Ela foi vereadora de Campo Grande por três mandatos consecutivos, entre 2005 e 2014, e posteriormente eleita deputada estadual com mais de 39 mil votos. À época, destacou ter sido a mulher mais votada da história de Mato Grosso do Sul.
Formada em Comunicação Social, também atuou na área de imprensa e dirigiu uma revista por aproximadamente uma década. Nos últimos anos, exercia cargo comissionado na Casa Civil do Governo do Estado.
Até o fechamento desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.