O STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou a determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que os cinco desembargadores investigados por vender sentenças em Mato Grosso do Sul sejam monitorados por tornozeleiras eletrônicas.
Os desembargadores Sérgio Fernandes Martins, atual presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Sideni Soncini Pimentel, presidente eleito do TJMS para 2025 e 2026, Vladimir Abreu da Silva, vice-presidente eleito também para os próximos dois anos, e os desembargadores Alexandre Bastos e Marcos José de Brito Rodrigues, foram afastados de seus cargos após a operação Ultima Ratio, que desvendou o suposto esquema criminoso em 24 de outubro deste ano.
Passados 12 dias desde a operação, nenhum dos alvos cumpriu ainda a ordem do STJ para o uso das tornozeleiras eletrônicas. Os investigados precisam se apresentar à unidade de monitoramento para a instalação dos equipamentos.
A operação, deflagrada após três anos de investigações, apura crimes como lavagem de dinheiro, extorsão, falsificação e organização criminosa.
Muitos dos investigados compartilhavam escritórios e entregavam processos importantes nas mãos dos filhos de seus sócios, configurando um vínculo ilícito entre os envolvidos.