Ex-deputado é investigado por faltas ao trabalho como escrivão da Polícia Federal e pode perder o cargo público
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) terá 15 dias para apresentar defesa em um processo administrativo disciplinar aberto pela Polícia Federal que apura possível abandono do cargo de escrivão da corporação.
A citação foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU). Como a PF informou não ter conseguido localizar o ex-parlamentar para notificação pessoal, a comunicação foi feita por meio de publicação oficial.
O processo administrativo é conduzido pela delegada Karen Cristina Dunder e aponta que Eduardo Bolsonaro estaria “em lugar incerto e não sabido”.
O procedimento foi instaurado em 27 de janeiro deste ano para apurar faltas injustificadas ao trabalho na delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis.
Em fevereiro, o ex-deputado chegou a ser afastado preventivamente do cargo, quando também foi determinado que entregasse arma de fogo e carteira funcional.
Após perder o mandato de deputado federal em dezembro do ano passado, Eduardo Bolsonaro foi convocado pela Polícia Federal para reassumir o cargo público, no qual ingressou por concurso em 2010.
No entanto, como ele está nos Estados Unidos desde o início do ano passado, não compareceu ao trabalho, o que levou à abertura do processo administrativo. Ao final da investigação, ele pode perder o cargo na corporação.
No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo relacionado à trama golpista, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O caso deve ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo com a ausência do ex-deputado no país.