Você tem ideia de qual seja o preço do Bitcoin quando comparado com o real brasileiro? Se a resposta for “não”, não se preocupe: o que não faltam são recursos digitais
Que as criptomoedas influenciam múltiplos aspectos da economia mundial não há qualquer dúvida, o que naturalmente inclui o Brasil. De acordo com uma pesquisa publicada pela Valor Econômico, por exemplo, 54% dos brasileiros sabem do que a moeda digital se trata e 16% até mesmo já investiram.
Essa, porém, é apenas uma evidência. A fim de explorar o assunto em profundidade e respeitando as nuances que apresenta, vale a pena falar sobre influências específicas do Bitcoin e de outras “criptos” não somente na economia, mas também em aspectos sociais. Para isso, nós fizemos uma breve lista.
Com apenas um clique, é possível checar o gráfico Bitcoin hoje, com suas altas e baixas e comparações com valores de câmbio entre essa moeda digital e o real brasileiro. Isso é possível em plataformas de câmbio de criptomoedas, como é o caso da Binance. E ela é só uma das que se destacam no mercado.
De maneira similar ao que investidores em moedas “tradicionais” já fazem, a existência do Binance e sites similares leva a discussões sobre a valorização de plataformas que atualizam valores de câmbio em tempo real. O que antes necessitava de informações impressas e desatualizadas, hoje é imediato.
Essas plataformas também se tornam pontos de partida para iniciantes no mercado digital, oferecendo não só dados, mas também conteúdo educativo, tutoriais e insights do mercado. A disseminação dessas ferramentas contribui para a construção de uma cultura financeira mais digital e participativa.
Um dos princípios que torna o preço do Bitcoin e outras moedas digitais atraentes é a descentralização. Na prática, nós falamos das movimentações econômicas e financeiras que independem de instituições financeiras tradicionais, como os bancos; o que nos leva aos princípios da dita “liberdade econômica”.
É possível se afirmar economicamente livre se ter uma conta em um banco é algo obrigatório? Essa é uma das questões propostas pelos que defendem as moedas digitais como maneira de diminuir poder e influência entre as instituições financeiras tradicionais. As críticas quanto ao sistema são inúmeras!
Durante os parágrafos introdutórios nós mencionamos uma pesquisa publicada pela Valor Econômico, mas existe um dado dela que deixamos de fora. Segundo os números, 29% dos brasileiros acreditam que as criptomoedas e as “bets” (as plataformas de apostas online) são similares em suas utilizações.
Isto é: para quase um terço da população do Brasil, criptos são vistas como apostas, uma possibilidade de ganhar ou perder dinheiro com base na sorte. Não é necessário dizer que isso não é uma verdade, mas a realidade de pouco adianta sem o incentivo às discussões e aos esclarecimentos sobre o tema.
Essa confusão é perigosa, pois afasta potenciais investidores conscientes e cria um ambiente de desinformação. É por isso que iniciativas de alfabetização digital e programas de educação financeira estão cada vez mais incorporando módulos específicos sobre criptomoedas e seus usos legítimos.
Partindo do item anterior, chegamos a outro elemento proporcionado pela ausência de informações sobre as criptos: a impressão de que elas são responsáveis (ou mesmo estão relacionadas) ao aumento de golpes e fraudes online, o que não é verdade. Golpes digitais aumentaram, mas por outras razões.
A principal dessas razões é justamente a falta de informações sobre como lidar com as finanças online. Quando existe um espaço novo para lidar com o dinheiro, é correto imaginar que também existe um espaço novo para se perder o dinheiro. Reflexões sobre o tema levam diretamente ao próximo item.
Finalizando as discussões sobre o preço do Bitcoin e como ele influencia debates sociais e econômicos no Brasil contemporâneo, precisamos discutir a educação financeira. É comum acreditar que o tema é relevante apenas àqueles com muito dinheiro, o que está incorreto. O assunto interessa para todos!
Na realidade, há um valor ainda maior em aprender sobre educação financeira quando se tem pouco, levando em conta a adequada aplicação desses recursos escassos. Conhecer, investir e usar Bitcoin e demais criptos não deve ser algo restrito aos mais ricos, sendo uma possibilidade para qualquer pessoa!
E essas são apenas algumas das influências do preço do Bitcoin no Brasil contemporâneo. É certo que a presença das moedas digitais veio para ficar, de modo que o melhor que podemos fazer é aprender cada vez mais, aumentando as possibilidades de investimento e agregando os novos recursos digitais.